PRINCIPAIS ATIVIDADES:
- Distribuição de material de higiene, agasalhos, calçados, cobertores, etc. – Diariamente os voluntários verificam as necessidades dos pacientes em relação aos produtos de higiene (sabonete, pasta e escova de dente, creme para o corpo, shampoo e condicionador, barbeador, etc.), promovendo as respectivas doações. Quando da alta e se necessário, os pacientes recebem vestuário, calçados e cobertores;
- Doação de Cadeiras de rodas e/ou muletas – para locomoção e alta hospitalar, ou para readaptação à vida, no caso de sequelados;
- Doação de medicamentos de caráter emergencial – mediante receituário médico, quando o medicamento não estiver disponível no hospital e para amparar ou dar continuidade ao tratamento após o atendimento hospitalar. Em nenhuma hipótese o paciente recebe dinheiro para a compra do medicamento. A aquisição e entrega é providenciada pelo SAV, segundo controle da Assistente Social responsável;
- Pagamento de exames laboratoriais de cunho emergencial – no caso de o hospital estar impossibilitado de proceder ao exame necessário;
- Transporte coletivo urbano e interurbano – para pacientes que receberam alta do hospital (agilitar a liberação de leito) ou para que possam retornar ao hospital (acompanhamento e supervisão), benefício que se estende a familiar do paciente, quando de visita ao interno – muitas vezes essa ocorrência reduz a ansiedade e depressão do interno, o que vem de facilitar sua recuperação;
- Apoio ao Hospital – visando o bem estar do paciente e à medida do possível, o SAV colabora para a melhoria da qualidade e conforto dos locais da internação. Exemplos de atuação: Reforma da Psiquiatria – Pronto Socorro e Internação, Berçário – instalação de acomodações para amamentação, Pediatria – doação de geladeira para guarda de material de exame e de aparelhos de TV/suportes de parede;
ATIVIDADES JUNTO A PACIENTES E ACOMPANHANTES: Estar internado ou acompanhando paciente é sempre situação geradora de ansiedade, preocupação e receio. O dia custa a passar, pode a internação se prolongar meses a fio ou ainda a situação do paciente torna-se crônica, perpetuando condição de impossibilidade de ajudar no orçamento doméstico. Em qualquer das hipóteses, é importante que o paciente seja estimulado a realizar atividades que aumentem sua estima, diminuam sua tensão interna e externa e principalmente, dentro do possível, venha a possibilitar que execute trabalhos que, no futuro, possam gerar renda. Com este objetivo foram criadas as seguintes atividades:
- Dia da Beleza – momento em que os assistidos recebem atenção quanto à aparência. São realizados cortes de cabelo, massagens de cabelo, penteados, serviço de manicure, barbearia, etc.;
- Oficina de artesanato – aprendizado e execução de trabalhos de tricô, crochê, tapeçaria, pintura em tecido, bijuterias, pintura em caixas, reciclagem com materiais descartáveis, dentre outros. Em sua maior parte os trabalhos ficam com os próprios pacientes, porém os eventualmente cedidos são colocados à venda no Bazar, cuja renda se reverte para compra de novos materiais de trabalho;
- Conversa ao leito – inúmeras vezes a resposta à pergunta “O que podemos fazer por você?” é “Apenas conversar. Estou enlouquecendo aqui e não tenho com quem falar...”. É neste momento que o ouvido, a capacidade de escutar com amor e afetividade torna-se o maior e melhor instrumento de trabalho. O aperto de mão, o sorriso, o olhar nos olhos, vai acalmando, trazendo esperança, ajudando na reabilitação daquele que já não enxerga luz no final do caminho;
- Festas – dentre outras, comemora-se o Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, aniversariantes do mês, como forma de lenitivo e integração dos assistidos à vida e ao mundo;
- Passeios – programados sempre que a clínica médica requisita, tem como objetivo principal diminuir o stress e a ansiedade, bem como reintegrar o paciente à sociedade. No caso de pacientes da Psiquiatria, com a perfeita integração entre Médicos, Enfermagem, Assistência Social e Voluntários do SAV, os passeios são importante ferramenta com a qual a equipe médica pode avaliar, de forma prática, o grau de socialização de cada interno e sua interação com o meio ambiente.